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17 de setembro Hildegarda nasceu em 1098, em Bemersheim, e foi superiora do mosteiro das beneditinas, em Bingen. É tida até hoje como a grande mística cristã da Alemanha e conhecida como a "Sibila de Romênia", graças ao Dom das visões que possuída desde pequena. Nessas visões, ela ouvia interiormente a "voz" de Deus, que a dirigia nas suas ações. Muito trabalho pela reforma moral do clero, do monaquismo e do povo. Par isso percorria mosteiros, cidades, países, etc. tornou-se um referencial não apenas religioso e teológico, mas também intelectual e científico da época, o que levou muitos bispos, abades, reis, príncipes e gente simples buscar nela uma palavra de orientação ou a manter com ela estreita correspondência epistolar. Das suas visões místicas, originaram três obras de excepcional valor espiritual: Liber Scivias (sci vias lucis - Conhece os caminhos do Senhor); Liber vitae meritorum (Livro dos méritos); Liber divinorum operum (Livro das obras divinas). Morreu aos 80 anos de idade, em 17 de setembro de 1179. É representada como uma monja que escreve ou dita suas visões ao monge. Volmaro, que a ajudou a escrever suas visões. Oração Deus, nosso Pai, "Luz Vivente" que moveis eternamente criando, conservando e renovando o cosmos e o homem (Hildegarda). Mesmo nos momentos de vazio espiritual, de desânimo, de falta de confiança, de pânico e de medo, dai-nos a graça de contemplar vossa face na face resplandecente de Jesus ressuscitado. Dai-nos a graça de vê-lo através dos olhos da fé e senti-lo vivo e presente nomeio de nós; vivo e presente no meio daqueles que lutam pela justiça e acreditam já aqui neste mundo na possibilidade de construir uma vida sem ódio, sem violência, sem injustiça, sem cobiça, sem agressões contra a vida das pessoas, sem destruição da natureza. O nosso medo convertei, pois, em coragem e destemor; nossa indiferença, em abnegação e serviço. Nossas limitações, suprimi; nossa ignorância, dissipai; nossa fraqueza, sustentai; nossos desaventos, abrandai; vossa face amiga e plena de luz, manifestai. Sustentados por vossa ternura, pela vossa misericórdia não nos condeneis a uma noite escura que jamais termina, a uma vida amarga e sem perspectivas, mas possamos caminhar na luz da alegrai de nossos corações, agradecendo-vos o Dom da vida que nos é concedido a cada momento. Cremos no poder do vosso amor que não é para um dia, mas para sempre, por isso jamais seremos confundidos. |