10 de setembro

São Nicolau de Tolentio
1245-1305 - agostiniano - protetor dos injustiçados e invocado contra incêndios e epidemias e para obter uma boa morte - "Nicolau" significa "vencedor do povo"

Nicolau de Tolentino nasceu em Sant'Ângela in Portano, Ancona, Itália, em 1245. Aos 15 anos, ingressou no convento dos Eremitas de S. Agostinho. Em 1269, ordenou-se sacerdote, em Cingoli. Em 1275, foi para Tolentino e lá viveu até o fim da vida. Distinguiu-se pela vida ascética e por sua moderação. Exigente consigo mesmo, era dotado de grande e extrema cordialidade par com as pessoas. Passou a maior parte da vida celebrando o perdão, visitando os pobres e desamparados, trabalhando pela promoção social, criando fundos de amparo aos necessitados. É invocado pelos injustiçados, oprimidos e encarcerados. É invocado também contra incêndios e epidemias e para obter uma boa morte. É o protetor da maternidade e das infância. Quando estava para morrer, uma intensa alegrai apoderou-se do seu rosto. E quando perguntaram de onde vinha tal alegria, respondeu: "Deus está presente, e meu deus, Jesus Cristo, com sua Mãe e o nosso Pai Agostinho, que me diz: 'Bravo, bom e fiel servo!' (Leite, op. cit. p. 40). Morreu em Tolentino aos 10 setembro de 1305.

Oração
Do encontro definitivo com Deus

Deus, nosso Pai, um dia possamos vos encontrar e vos contemplar face a face. Sois um Deus de ternura e de bondade, e vosso desejo é que entremos em comunhão convosco já aqui neste mundo e gozemos da vossa plenitude no céu. Ensinai-nos a Ter paciência conosco mesmos e aceitar nossa limitações, a assumir nossos erros, pequenos ou grandes que sejam. Fazei-nos olhar para a frente, para não tropeçarmos a vida inteirar em nosso passado. Sirva-nos de exemplo o caso da mulher de Lot. Por Ter olhado para trás, perdeu a vida, convertendo-se em uma estátua de sal (cf. Gn 19,26). E não nos esqueçamos da palavra do Anjo, quando da destruição de Sodoma: "Se queres continuar vivo, não olhes para trás, e não te detenhas em parte alguma da planície; mas foge para a montanha, senão perecerás" (cf. Gn 19,17ss). Não deixemos que a nossa vida fique presa às ruínas do tempo que já passou, pois o nosso tempo é o agora, é este momento presente, é esta luz que nos alumia, é esta natureza que nos cerca, são estes olhares que nos concebem. E com confiança rezemos com s. Nicolau: "Com este poderoso bastão (da fé), atravessarei o Jordão desta vida, passarei o rio do paraíso, transparente como cristal, e chegaria à árvore da vida de Jesus Cristo" (S. Nicolau).