9 de setembro

São Pedro Cláver
1580-1654 - jesuíta - "patrono universal das missões entre os negros - "Pedro" quer dizer "pedra", "rocha"

Natural de Verdu, Catalunha, S. Pedro Claves foi o Apóstolo dos Negros e dos Escravos. Em 1602, ingressou na companhia de Jesus e, no julgamento de seus superiores, foi um "espírito medíocre", de "discernimento inferior à média"... "bom para pregar aos indígenas". Foi enviado então a Cartagema (Colômbia), onde terminou os estudos teológicos e, em 1616, foi ordenado. Influenciado pelo Jesuíta Alonso de Sandoval, colocou-se a serviço dos escravos negros que ali aportavam, procurando aliar-lhes os sofrimentos e dar-lhes assistência material e religiosa. E advertia: "A mão deve preceder o coração". Por cerca de 35 anos ficou do lado dos negros, declarando-se ser deles "eterno servo" (Petrus Claver, Aethiopum semper servus).

São Tomás de Vilanova
1488-1555 - Agostiniano - "Tomás" vem de "Tomé", que em aramaíco significa "gêmeos"

Natural de Fuenllana, Castela, Tomás de Vilanova é o Apóstolo da Espanha. Ingressou na Ordem de S. Agostinho de Salamanca, destacando-se com ardoroso pregador. Eleito superior, por 35 anos conduziu a Ordem tornando-a conhecida em toda a Espanha. Em 1544, sagrado bispo de Valência, procurou restaurar com firmeza a sem radicalismo a disciplina entre o clero e os leigos. Em Valença organizou diversas ações pastorais em favor dos pobres. Dirigia sua vida segundo a máxima: primeiro fazer e depois ensinar. Místico e culto, deixou diversos escritos, especialmente sermões, cartas e obras ascéticas.

Oração
Do agir e do fazer

Deus, nosso Pai, tornai-nos pessoas de ação, primeiro fazendo e depois ensinado. Nada protelemos do bem que temos de fazer. Não deixemos para amanhã as decisões que hoje devem ser tomadas. Colhamos sem sofreguidão os frutos que já amadurecem em nosso chão. Aguardemos com paciência que as tempestades passem e o sol desponte da escuridão. Adotemos um sorriso antes que a tristeza obscureça o nosso olhar. Nossos dias sirvam de engrandecimento do vosso reino de justiça e de paz. Tornai-nos vigilantes sobre nós mesmos, sobre o que dizemos e o que falamos. Amais omitamos o pouco ou o muito que podemos fazer. Não lancemos sobre o ombro alheio o que é de nosso inteira responsabilidade, pois cada um tem o seu fardo a carregar, tem suas chagas a curar. Não sejamos dos que julgam que com o seu muito falar e pouco agir renovarão a face da terra: apenas xingar, esbravejar, reclamar, cerrar os punhos, acusar, recriminar, e nada fazer, não alivia quaisquer desventura. Deus verá o nosso caminho, nos curará e nos encherá de consolação. Ele fará brotar o louvor de nossos lábios: Paz! Paz ao que está longe e ao que está perto. O Senhor os curará (cf. Is 57).