Seguiu-se uma breve passagem pela Casa do Estudante, onde morreram 25 pessoas, e um encontro com um grupo de estudantes. O Papa ouviu jovens sobreviventes e os responsáveis locais, que explicavam os danos sofridos pelos edifícios.
Bento XVI saudou longamente autoridades e párocos das localidades mais atingidas pelo terremoto. Posteriormente, já num jipe da Guarda Fiscal, saudou a população reunida no local.
D. Giuseppe Molinari, Arcebispo de L’Aquila, saudou Bento XVI e pediu o "milagre" de uma "pronta e corajosa reconstrução", após ter agradecido os vários gestos de solidariedade e proximidade do Papa.
Bento XVI agradeceu o acolhimento, que o comoveu "profundamente" e saudou as autoridades religiosas e civis presentes e todos os empenhados na reconstrução da cidade, deixando uma "palavra de agradecimento por tudo o que fizestes".
O Papa recordou os vários momentos da sua visita, confessando que "ao atravessar a cidade, apercebi-me de quão graves foram as consequências do terramoto". Aos presentes, desafiou a "não ceder ao desencorajamento", sublinhando a "firme intenção" manifestada pelas autoridades de "reconstruir a cidade".
No mesmo local que acolheu o funeral das vítimas, Bento XVI disse que a sua visita quer ser um sinal da "solicitude fraterna de toda a Igreja".
"Desejo sublinhar o valor e a importância da solidariedade", disse o Papa, que a classificou como "um sentimento altamente cívico e cristão, que mede a maturidade de uma sociedade".
Para Bento XVI, neste momento é fundamental tentar perceber "o que é que o Senhor nos quer dizer através deste triste evento", que marcou a celebração da Páscoa deste ano.
"É preciso fazer um sério exame de consciência, também como comunidade civil, para que o nível de responsabilidade em qualquer momento nunca seja descurado. Só assim, L’Aquila (águia, em italiano), ainda que ferida, poderá voltar a voar", apontou.
Este momento concluiu-se com uma homenagem à imagem de Nossa Senhora da Cruz, diante do qual o Papa depôs uma rosa de ouro em sinal da "minha oração por vós" e por todas as comunidades atingidas.
Bento XVI voltou a saudar algumas das pessoas presentes e chegou mesmo a colocar um capacete de bombeiro, por breves instantes.